Sete dicas de arquiteto para organizar seu home office 

Nunca se falou e se praticou tanto home office. A flexibilizacão dos vínculos e o trabalho remoto possibilitado pelas novas tecnologias fizeram com que muita gente migrasse dos escritórios para suas casas. No Brasil, uma pesquisa da Exame de maio de 2016 mostrou que o formato já é realidade em cerca de 40% das empresas. Soma-se a esse grupo, mais um universo formado, por exemplos, por profissionais liberais e empreendedores digitais.

A ideia é atrativa e entra em sintonia com uma busca bem contemporânea por mais qualidade de vida e flexibilidade. Por aqui, adquiri o hábito há mais ou menos um ano. Estranho no inicio, mas apaixonante em um segundo momento, o home office cai como uma luva em uma cidade como Florianópolis, com um trânsito caótico que nos faz perder tempo e calma.

A arquiteta Cris Lebarbenchon tomou a decisão há dois anos, quando saiu do Centro para o Sul da Ilha:

– Trabalhava no Centro de Floripa e passava os dias sem ver o céu. Sentia que muitas vezes estava lá, na frente do computador, mas não estava necessariamente produzindo.

A planta generosa da cobertura que compartilha com o marido, no Rio Tavares, ajudou a tornar o andar superior um escritório com entrada separada do setor íntimo.

Foto: Paulinho Sefton

– Agora organizo meu dia de forma que possa dar uma caminhada na praia, por exemplo. E daqui da minha mesa sempre posso ver o horizonte e o mar. Aqui eu vivo muito mais.

Como nem todo mundo tem o privilegio de tanto espaço disponível para o home office dos sonhos, Cris compartilhou dicas para quem está transferindo o escritório para dentro de casa ou precisa dar aquele up no espaço, seja ele ambientando em um cômodo com apenas essa função, seja dentro de outro espaço, como dentro da sala ou corredor.

1 – Móveis de trabalho

Não tente enjambrar usando uma cadeira da cozinha ou da sala sob pena de ganhar uma lesão nas costas ou no pescoço:

– A cadeira precisa ser de escritório mesmo, confortável e com encosto mais alto- explica a arquiteta.

A mesa também. Ela precisa que ela estar na altura correta (entre 54cm de altura até 74 cm dependendo da sua altura).

Foto Paulinho Sefton

2 – Integração 

Quando o escritório é na sala, o ideal é achar uma forma de ocultá-lo quando não estiver sendo usado. Aos finais de semana, por exemplo.

– Tem uns painéis que abrem e fecham e lá dentro cabe inclusive a cadeira. Mesma coisa quando for no corredor: pode ser  uma veneziana ou uma porta de correr. No meu caso, não gosto de enxergar nada referente ao trabalho. Acho mais saudável essa separação.

3 – Computador x laptop 

O ideal é usar um computador de mesa, mas se optar pelo laptop coloque em uma base para que o equipamento fique na altura do olho e o conecte a um teclado independente.

4 – Base branca, toques de cor 

Gosto de usar a base branca nas mesas e paredes e aplicar  pontos de cor que posso ir trocando. Assim, não misturamos tantas informações, para o escritório quanto mais minimalista melhor. Pode colocar cor nas poltrona, tecidos, quadros e tapete.

Foto: Paulinho Sefton

5 – Inspiração

Mesmo com uma base minimalista, é interessante que seja um lugar que te traga  conforto visual. Por isso, coloque coisas que inspiram.

– No meu caso adoro a cultural oriental, então tenho Buda, meus incensos e também fotos de viagem, que amplio e enquadro e me trazem boas recordações. Segundo o feng shui é legal usar objetos ou imagens que nos tragam coisas boas – conta Cris.

 

Buda e sal grosso para boas energias. Foto: Paulinho Sefton
Fotos captadas em  viagens trazem boas lembranças. Foto: Paulinho Sefton

6 – Iluminação

De preferência, use lâmpada branca (a amarela cansa mais), mas não necessariamente a iluminação precisa vir do teto.

– A luz na mesa, direcionada, é o ideal, pois não depende de fazer uma iluminação no gesso só para o escritório. Assim, só ilumina a bancada da área de trabalho e fica mais agradável para os olhos.

7 – Plantas 

Plantas trazem vida e mais tranqüilidade e dão  o toque final depois da base branca e dos toque de cor aplicados na décor do escritório.

–  O ideal é que sejam naturais, mas, caso o espaço não pegue muita luz, há algumas artificiais interessantes, como o bambu, que usa os galhos próprios da planta –  explica Cris.

Foto: Paulinho Sefton
Foto: Paulinho Sefton
Foto: Paulinho Sefton

 

Comments

comments

Laura Coutinho

Escrito por Laura Coutinho

Laura Coutinho é jornalista com mestrado em Relações Internacionais. Já morou em Porto Alegre, Londres e Lisboa e é apaixonada por viagens, gastronomia, cultura e inovação. Trabalhou mais de 15 anos no Grupo RBS como repórter, editora, colunista e assinou coluna social durante um ano no Jornal Notícias do Dia. Hoje, concilia a produção de conteúdo em site próprio com o trabalho de relações públicas.

Facebook | Instagram

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *