Entrevista: um papo com Bel Coelho, chef que assina jantar em Florianópolis nesta quarta

Texto de Maíra Ferraz*

A chef Bel Coelho permite-se ter um restaurante que abre apenas uma semana por mês em São Paulo. E não é só pelos dias contados que o público batalha por uma reserva no Clandestino. A cozinha de Bel prima pela escolha e valorização dos ingredientes, principalmente os brasileiros, em um elogiadíssimo menu sazonal.

Depois de cozinhar em Santa Catarina – no Costão do Santinho em algumas ocasiões e durante a gravação do Receita de Viagem (programa que ela apresentou no Discovery) -, nesta quarta-feira (22), a paulistana de 39 anos retorna a Florianópolis onde assina jantar harmonizado no espaço A Casa do Chef, em Coqueiros. Antes de embarcar, a chef conversou comigo sobre seus projetos, nomeou os chefs daqui que mais admira e compartilhou seu ingrediente catarinense favorito. Confira:

O Clandestino abre apenas uma semana por mês. Esta é uma tendência entre chefs estrelados?
Acho que esse é o formato que encontrei para o momento atual da minha vida. Não acho que seja um formato para todos.

Além de eventos privados e corporativos que você assina, quais projetos relacionados à gastronomia você tem tocado?
Estou trabalhando também no meu livro de comida inspirada na cultura dos orixás e em novos projetos audiovisuais. Dedico-me muito a pesquisas de produtos nativos brasileiros e cultura culinária nacional.

Salada de picles de chuchu, um dos pratos que serão servidos no jantar em Florianópolis (Rubens Kato, Divulgação)

Na final do Masterchef houve um mal entendido com a catarinense Michele Crispim em que você a acusou de ter plagiado tua sobremesa. Como você encara o fato de chefs, sejam eles amadores ou profissionais, se basearem ou criarem em cima de receitas já existentes?
A receita era a mesma. Não tenho problemas com o fato de copiarem receitas minhas contanto que não digam que as criaram. Mas fatos como esse são irrelevantes e não merecem tanta repercussão. Existem assuntos muito mais importantes e urgentes a serem tratados na gastronomia.

Tem algum chef catarinense que destaca?
Sim! Fabiano Gregório, Anderson Quevedo e Janete Borges. Já trabalhei ao lado de todos em diferentes eventos. São muito competentes e compromissados com a valorização da cozinha nacional.

O que podemos esperar do menu para o evento em Florianópolis?
Criei o menu com receitas tradicionais minhas para apresentar um apanhado geral do meu trabalho (leia abaixo o menu completo do evento).

Existe algum ingrediente catarinense que você destacaria ou usa na sua cozinha?
Berbigão. Eu adoro!

SERVIÇO
A Casa Convida: Bel Coelho
Quando: 22/11, a partir das 19h30min 
Onde: Rua Rua Emílio Meyer (esquina com a Rua Miguel Daux), 80, Coqueiros
Quanto: R$ 280 por pessoa *É preciso reservar e pagar adiantado.
Informações: (48) 3030-3081 ou 99106-1852 ou por email ola@acasadochef.com.br

Menu:
– Salada de picles de chuchu, maxixe e quiabo, creme de pupunha e vinagrete de mel de uruçu;
Espumante: Bossa Nº1 Brut (Vinicola Hermann)
– Brandade de pirarucu com mandioca, chip de mandioca e ar de tucupi;
Vinho: Claude Val Blanc 2014 (Paul Mas)
– Arroz de cogumelos e linguiça de cordeiro;
Vinho: Claude Val Rouge 2014 (Paul Mas)
– Tartare de abacaxi, tapioca e coco brulée e baba de moça
Vinho: Alambre Moscatel de Setubal 2010 (José Maria da Fonseca)

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Maíra Ferraz

Escrito por Maíra Ferraz

Maíra Ferraz é jornalista, pós-graduada em Comunicação e RP e tem como sua especialização favorita comer e beber bem. Trabalhou por quatro anos no Grupo RBS, três deles como editora de Gastronomia e, por último, na Revista Donna. Hoje é food hunter no Destemperados, autora no blog comidaeconteudo.com.br e gerente de comunicação em uma startup, em Florianópolis.

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